quarta-feira, 25 de junho de 2014

Joana

     A água bate em seus pés, Joana, e você acorda. A maré volta a encher, já é fim de tarde. Não importa mais o tempo que passa, nada mais importa. Hoje você percebe que há vida em seus olhos, que todos os erros cometidos te levaram a ser quem você é. Você viveu tanto a vida que eles queriam, e finalmente você vive a vida que você quer viver. Ninguém mais escreve em seu diário. As lágrimas que caem nas páginas são suas, são legítimas. Você sofre por seus amores, você aprende com suas dores, voa com suas asas, caminha na areia da praia, dança em frente ao espelho, abraça um mundo que agora é seu. É bom vê-la não mais lamentar pelas situações incompreensíveis em que a vida te colocou. Pois esse é o Karma, certo? Temos, em tempos, que nos submeter aos mistérios do desconhecido para nos conhecer. Muitos vêem isso como pagar uma dívida, saldar esse Karma negativo. Eu apenas vejo tudo isso como uma oportunidade. A vida tem dessas de nos oferecer a chance de fazer o certo, mesmo que estejamos errado. E de tantas as oportunidades que nos são cedidas, de tanto aprender com os joelhos calejados, na dor, no amor, na tristeza, na frieza, na certeza, ou qualquer sentimento que seja, você passa a não mais ganhar essas oportunidades, você agora é apto a criá-las. Você passa a ser livre, essa é a benção: ser condizente e consciente com o que o futuro tem a nos oferecer. Isso te faz grande, Joana, mais forte, determinada e abençoada, você já percebeu isso, certo?  Então, Joana, como é ser livre? Encontrastes a plenitude ai do lado de fora? O céu é tão estrelado o quanto dizem? A vida é mesmo bela, não? Eu espero que sim. Por fim, escrevo-te apenas por memória, quero que saibas que estou bem, e estarei sempre ao seu lado, o quanto que possível, das mais diversas maneiras possíveis. Deus te abençoe, Joana.

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